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Livro: 100 Garrafas Extraordinárias da Mais Bela Adega do Mundo
09-dezembro-11  Evento

A Editora Boccato, junto com a Editora Gaia, traz para o Brasil o livro “100 Garrafas Extraordinárias da Mais Bela Adega do Mundo”, do colecionador francês Michel-Jack Chasseuil (252 pg, R$ 168,00). Conhecido por sua adega recheada de rótulos notáveis, com cerca de 35 mil garrafas _algumas datando do século 18_ Michel decidiu reunir em seu livro os cem exemplares mais históricos, de 1735 até 2005, com fotografias de Jacques Caillaut.

CARLOS ARRUDA

Arquiteto, web designer, enófilo, professor, consultor e autor de artigos sobre vinhos, criador e diretor do site Academia do Vinho.

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O Lançamento

Para celebrar o lançamento da obra no Brasil, o editor André Boccato selecionou 18 imagens que irão fazer parte de uma exposição na Livraria Gourmet (Rua Augusta, 2542 - loja 8) de 08 de dezembro a 08 de janeiro. As imagens das garrafas selecionadas foram ampliadas em painéis de 50 X 70 cm que serão distribuídos nas paredes da Vila San Pietro, galeria onde está localizada a Livraria.

André Boccato seguiu os mesmos critérios do colecionador e autor do livro para fazer a seleção de rótulos da exposição e procurou incluir garrafas que tivessem relevância histórica.

História engarrafada

Entre os cem vinhos escolhidos para compor o livro, estão itens históricos como um licor Marie-Brizard de 1912, conhecido como Du Titanic _uma cuvée especial de 98 garrafas com purpurina de ouro, feitas especialmente para o transatlântico que afundou no Oceano Atlântico em sua viagem inaugural. Por algum motivo, algumas das garrafas ficaram em terra; quatro delas foram adquiridas pelo fabricante de automóveis Louis Renault, que estava para embarcar no navio, mas perdeu a viagem. Michel-Jack Chasseuil adquiriu a garrafa em um leilão em 1998, e, na época do lançamento do filme Titanic, em 2001, a Maison Marie-Brizard tentou comprar a garrafa, mas Chasseuil não consentiu a venda.

Outros itens históricos da coleção incluem duas garrafas de conhaque Napoléon, Grande Fine Champagne Réserve d’Austerlitz, de 1805 (batizada assim em homenagem a uma das maiores vitórias militares do imperador Napoleão Bonaparte), e do Armagnac Laberdolive 1904, a mais antiga safra deste tipo de vinho disponível em todo o mundo, entre outros.

Alguns itens tem valor sentimental _ a garrafa de Pomerol Petrus de 1914 (o mais antigo vinho do gênero na coleção), por exemplo, foi comprada porque é o ano de nascimento do pai de Chasseuil. Outros valem por sua história: o Muscat de Magaratch 1924, feito na Crimeia, foi fruto da busca do colecionador por grandes rótulos da União Soviética, e era para ser um presente do diretor do Instituto Magaratch em Yalta para o então presidente da França, Jacques Chirac; o diretor acabou concluindo que o vinho seria mais bem cuidado por Chasseuil do que pelo político.

Um dos itens mais preciosos para o colecionador é a garrafa de Porto Quinta do Noval 1931, provavelmente a última em perfeito estado de conservação no mundo, e uma das melhores safras jamais registradas do rótulo, senão o vintage do século. “Eu não a trocaria nem pela Mona Lisa”, diz Chasseuil.

Referências
Fonte: Divulgação
Site:  www.bocatto.com.br
 

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