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Os vinhos são como os homens: com o tempo, os maus azedam e os bons apuram - CÍCERO
Existem vinhos espumantes em praticamente todos os países vinícolas, como as Cavas na Espanha, o Sekt na Alemanha e o Asti e o Prosecco na Itália. A maioria deles são elaborados através dos métodos criados e utilizados na França para elaboração de seus espumantes: o Método Champenoise utilizado na elaboração dos sempre famosos Champagnes e o Método Charmat, pelo qual são feitos os espumantes de menor qualidade.
O método Champenoise foi desenvolvido na França, na região de Champagne, onde nasceu este vinho tão especial por suas bolhas e seu charme. Foi o único método de elaboração disponível até o surgimento de práticas industriais que levaram ao método Charmat, explicado adiante.
Até hoje o método Champenoise é utilizado nas famosas casas francesas da região de Champagne, por ser o método que garante uma qualidade superior aos vinhos assim produzidos. Devido à sua característica artesanal, este método encarece os espumantes assim elaborados, se comparado o custo mais baixo possível com o outro método.
Champagne
Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay
Brasil
Pinot Noir, Chardonnay e Riesling (Moscatel)
Espanha - Cavas
Inicia-se a partir de um vinho já pronto (vinho-base) que deve ter maior acidez e menor teor de álcool que um vinho pronto para consumo, pois a segunda fermentação produz mais álcool e achata a acidez do vinho base.
Ao processo de segunda fermentação, que produz o espumante, chamamos tomada de espuma.
Os espumantes são obtidos pelo processo de segunda fermentação, realizada em ambiente fechado, isto é, sem deixar escapar o gás carbônico gerado durante a fermentação.
A segunda fermentação pode ser feita na garrafa, como foi descoberto e realizado desde o início - o Método Champenoise ou Método Tradicional - ou em grandes tanques pressurizados, (autoclaves) - o Método Charmat.
Licor de Tiragem
Vinho base + Açúcar refinado (24 g/l de vinho) e/ou mosto fresco.
Adição de leveduras e clarificante (geralmente bentonite)
Fechamento com tampa "corona" (pressão de 6 atm)
Duração de cerca de 3 meses
Autólise das leveduras
Após cessada, as garrafas podem ficar até anos para amadurecimento
Rotações periódicas e inclinações progressivas (gargalo para baixo)
Feita manualmente nos "pupitres" ou por meio de máquinas, as "gyropalettes"
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| Rémuage manual | Gyropalettes |
Os sedimentos vão descendo progressivamente e se acumulam no gargalo.
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| Acúmulo de sedimentos na garrafa, e no gargalo ao final da "remuage" | |
Congelamento do gargalo em solução refrigerante
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Abertura da tampa
Expulsão dos "cilindros" de sedimento congelado pela pressão interna
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| Abertura da tampa e expulsão do cilindro de sedimentos pela pressão interna |
Licor de Expedição
Vinho velho ou conhaque + açúcar
Este licor é adicionado em pequena quantidade ao final do processo, antes do fechamento da garrafa.
Sua função é recompor um certo teor de açúcar residual, ou mesmo construir um espumante mais doce
Conforme a quantidade utilizada, podemos ter os diversos tipos de espumantes.
Extra-Brut, Brut Zéro ou Nature: 0 g/l (não leva licor de expedição)
Brut: 1-15 g/l
Extra-dry: 12-20 g/l
Sec:17-35 g/l
Demi-sec: 33-50 g/l
Doux: >50) g/l
Rolha de cortiça apropriada (maior diametro) e "gaiola" de arame
Fechamento com rolha especial
Mínimo de 1 ano
Grandes brut e millésimés (safrados): até 7 anos
O método Charmat é um procedimento de porte industrial, desenvolvido para simplificar a elaboração de espumantes, obtendo maiores volumes e reduzindo muito os custos de produção.
As mesmas do Método Champenoise
Tanques de aço inox ou outros tipos
Licor de Tiragem + leveduras + clarificante
Temperaturas baixas e constantes (10 a 14 o C)
Duração de 20 a 60 dias
Dispensada se houver maior quantidade de açúcar no licor de tiragem
Sob pressão e a baixas temperaturas
Rolha de cortiça apropriada e "gaiola" de arame
Mínimo de 1 mês
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