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O bom vinho é criatura jovial, se bem usada (Otelo, II-3) - SHAKESPEARE, William (1564-1586)
Rosés são vinhos com características de vinhos brancos, que durante sua elaboração receberam uma pequena quantidade de componentes de vinhos tintos (cor, taninos), o que modifica bastante sua estrutura gustativa.
O resultado são vinhos delicados como os brancos, porém com mais estrutura gustativa, o que os capacita a acompanhar pratos mais estruturados, onde um vinho branco ficaria leve demais.
Existem várias formas de se produzir um vinho rosé, variando em qualidade conforme o processo.
Vinificação em rosé
Maceração curta (em torno de 24 hs.) com remoção precoce das cascas
Temperaturas de fermentação baixas (15 a 20 ºC)
Pouco utilizado devido ao pouco controle do resultado, neste método misturam-se uvas brancas com pequena quantidade de uvas tintas, as quais são fermentadas juntas.
Este método permite ao enólogo pleno controle do resultado final, pela mistura de vinhos brancos e tintos após elaborados em separado. Os grande Champagnes rosés são produzidos desta forma.
Nos vinhos tintos, é prática comum fazer uma sangria, que consiste em retirar parte do líquido do mosto, antes da fermentação, visando concentrar a presença dos componentes sólidos das uvas esmagadas (polpa, cascas) e assim obter vinhos mais encorpados.
O líquido da sangria é rosado, formado pelo suco fresco da polpa das uvas, com a leve presença de cores e taninos resultante da maceração das cascas. Normalmente estes vinhos não apresentam boa qualidade, sendo apenas um sub-produto aproveitado.
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