Carlos José Arruda
Professor








MENU TOPO
Voltar
Vinho Verde Vinho Verde - Basto
Localização

Basto é uma sub-região da região do Vinho Verde.

Introdução Mais

Integra os concelhos de Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Ribeira de Pena.

A sub-região de Basto é a mais interior da Região, encontrando-se a uma altitude média elevada, estando por isso resguardada dos ventos marítimos.

O clima é mais agreste, Inverno frio e muito chuvoso e o Verão bastante quente e seco, favorecendo castas de maturação tardia como é o Azal (branca), o Espadeiro e o Rabo-de-Anho (tintas).

É nesta zona que a casta Azal atinge o seu máximo potencial e permite obter vinhos muito particulares, com aroma a limão e maçã verde, muito frescos.

Existe ainda uma considerável produção de Vinhos Verdes tintos que apresentam muita vinosidade e uma boca cheia e fresca.


As vinhas concentram-se ao longo dos vales dos rios principais. Os solos são homogéneos e maioritariamente graníticos, férteis a muito férteis, de acidez elevada.

A denominação divide-se em nove sub-regiões distintas, Monção e Melgaço, Lima, Basto, Cávado, Ave, Amarante, Baião, Sousa e Paiva. Monção e Melgaço apresenta-se como a mais singular das sub-regiões, a única que por se encontrar protegida da influência direta atlântica, apresenta um clima de influência marítima e continental, com vinhos mais encorpados e de graduações alcoólicas mais elevadas.

Os vinhos brancos são especialmente aromáticos, límpidos e refrescantes.

Desde 1999, a região produz igualmente vinhos espumantes, anunciando-se como um dos locais mais promissores para os vinhos espumantes de qualidade.

História

Alguns dizem que a designação �verde� se deve à acidez e frescor características do Vinho Verde e que fazem lembrar os frutos ainda verdes. Outros afirmam que a origem �Verde� explica-se pelo fato do vinho ser produzido numa região muito rica em vegetação e por isso, muito �verde� mesmo no Inverno.

A partir do século XVII as exportações de �Vinho Verde� para Inglaterra tornaram-se regulares. Os primeiros vinhos exportados eram, provavelmente, oriundos da zona de Monção e a sua transação era efetuada através da barra de Viana de Castelo.

No século XII houve um grande incentivo à plantação da vinha. No foral concedido por D. Afonso Henriques aos homens de Bouças (1172), declara-se que a plantação de vinhas estava isenta de qualquer tributo durante cinco anos e após esse período o imposto correspondia à sexta parte do vinho colhido.

© 1997-2024 Academia do Vinho
Aprecie o vinho com moderação
Nenhuma reprodução, publicação ou impressão de textos ou imagens deste site está autorizada